sábado, 25 de junho de 2011

Templo de Santa Luzia / Viana do Castelo

Tipologia


Arquitectura religiosa, eclética. Santuário composto por templo, implantado num parque com várias infraestruturas, dispostas em patamares, vencidos por escadas, como parque de estacionamento, loja, restaurante, casa do sacristão e fontes, situado no alto do monte e com acesso pedonal através de escadaria com Via Sacra. Templo de planta em cruz grega, inscrita num quadrado, fazendo reviver elementos paleocristãos bizantinos. As fachadas são semelhantes, marcadas por contrafortes de esbarro, que permitem sustentar as coberturas em cúpula, rasgadas por janelas de volta perfeita; as fachadas são simétricas e harmónicas, com o corpo central marcado por amplo arco de volta perfeita, onde se rasgam os portais rectilíneos, encimados por frontões de inspiração românica, encimados por rosáceas neo-góticas; a inspiração românica é também visível no recurso às cachorradas e às bandas lombardas. Os corpos centrais são ladeados por torres quadradas, pouco elevadas, de três registos, os superiores com ventanas e remates em cúpula. Interior com pequeno coro-alto, tribunas laterais e os topos do transepto ornados por retábulos de cantaria, com estrutura moderna, mas com decoração de inspiração barroquizante, o mesmo se verificando nos púlpitos, situados junto ao arco triunfal, de perfil circular e assentes em mísula, com guarda plena.
Capela-mor semicircular, onde surgem pinturas modernistas, alusivas à Paixão de Cristo, mas fazendo reviver, na cúpula, onde se inscreve uma corte de anjos, as bandas dos mosaicos paleocristãos.


Características Particulares

Templo situado em zona privilegiada, quer pela vista que se vislumbra da zona envolvente, quer pelo carácter sagrado do local, ocupado desde a Pré- história, por uma civilização castreja e onde se manteve, desde a Idade Média, uma capela com culto. A igreja possui uma regularidade e simetria extremas, visíveis nas fachadas principal e laterais, mas quebradas pelo esquema da
fachada posterior, que criou, com a adopção de uma abside semicircular, um pequeno eixo longitudinal, rasgado, inferiormente, por galilé semicircular e tendo, no interior desta zona, várias dependências de apoio, armazenamento e reunião; as janelas são diferentes das demais, as inferiores em arco de volta perfeita, sendo as superiores rectilíneas e as do último piso jacentes. Nas fachadas, destaca-se a simplicidade da decoração, eminentemente geométrica, adoptando esquemas românicos, conforme eram interpretados na época, que contrasta com o carácter clássico dos capitéis jónicos ou coríntios das colunas. A principal, ostenta nicho rematado em empena com a imagem do principal orago do templo, o Sagrado Coração de Jesus. As cúpulas
apresentam os tambores ou rasgados por janelas ou cegos, mas as calotes, exceptuando a da capela-mor, estão rasgadas por pequenas lunetas, rematadas em empena, permitindo a melhor iluminação do cruzeiro do transpeto e das torres. Estas possuem adufas no segundo registo, que serviria para controlar a saída do som dos sinos, actualmente parcialmente






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